minha cama já não presta,
meu travesseiro desintegrou-se,
já não tenho mais cobertas
e a noite se faz fria.
resolvi dormir no chão,
na maciez dos azulejos,
no aconchego da poeira.
se a noite me quiser,
que me leve daqui em seus braços...
o que não prestar de mim, ficará entregue às formigas.
elas saberão muito bem o que fazer.